sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Safe from harm

O Governo Norueguês anunciou que planeia construir um "cofre-forte" para albergar amostras de todas as espécies agriculas conhecidas a nível mundial, protegendo-as de eventuais guerras nucleares, embates de
asteroídes e mudanças climáticas.

As amostras serão mantidas a uma temperatura de O graus numa ilha remota perto do pólo norte, situada entre a Noruega e a Rússia.
Alguém irá lá uma vez por ano verificar se está tudo bem, mas não haverá um staff permenente, já que em "worst-case scenarios", não se deverá poder contar com seres humanos.
O "bunker" comecará a ser construido em Março, devendo estar funcional em 2008.

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quinta-feira, novembro 09, 2006

Ice age

Imagine-se o planeta como um ecossistema.
Complexo, fascinante, onde tudo se encaixa e interrelaciona ao mais ínfimo pormenor.
Tal e qual o corpo humano.
Ao menor indicador dum problema, este manifesta sinais.
É certo e sabido que o planeta não está bem.
O diagnóstico não é de hoje.
No entanto, os indícios duma enfermidade global continuam a ser desprezados em prol das economias e do umbigo.
E a coisa agrava-se de dia para dia até ao ponto em que não será possível ignora-la ou remedia-la sequer.
Desde a revolução industrial até hoje, a temperatura global aumentou 1 grau.
Nos próximos 50 anos, espera-se que aumente mais 4, se a produção de dióxido de carbono não for seriamente travada.
Os indicadores duma catástrofe iminente estão nos telejornais de todos os dias:as águas oceânicas estão a aquecer, a corrente do golfo está enfraquecida e o El nino afecta as chuvas e o vento.
Os furacões aumentam de intensidade e sem o Anticiclone dos Açores (que entretanto desapareceu), estes não se extinguem na América e entram pelo Oceano dentro (este ano chegou o primeiro furacão ás ilhas). Quando perdem força, lá se transformam em tempestades tropicais. E nunca se viram tantas como agora.
Oitenta por cento dos bancos de coral do planeta desapareceu.
Uma em cada dez espécies está à beira da extinção.
Os sismos e as erupções vulcânicas proliferam, lançando porcaria para uma atmosfera já debilitada na camada de Ozono e fazendo aumentar o efeito de estufa. Sem este escudo de protecção, não é difícil imaginar um enorme gerador de micro-ondas (o sol) a pairar a oito kilómetros de distância.
Estudos indicam que o sul de Portugal terá na próxima década um clima semelhante a Marrocos e ainda hoje, de norte a sul, andámos de t-shirt em pleno Novembro.
As bússolas deixaram há muito de ser eficazes porque o norte magnético está desregulado, os pólos continuam a aquecer, o dióxido de carbono na atmosfera aumenta e provoca acidez e subida de nível nas águas do mar, o que por sua vez gera inundações em série nalguns países, ao passo outros se debatem com a escassez da chuva sob um sol avassalador.
Pode parecer ficção.
Não é.
O cenário é actual e tende a piorar.

Um filme de Hollywood dava há dois anos uma ideia da catástrofe e descrevia, em duas horas, um cenário que pode ainda demorar décadas mas que, por esta altura, já é irreversível.
A maior migração da história dar-se-á seguramente um destes dias.
O dia depois de amanhã infelizmente já começou ontem.

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Contra factos...



Glaciar Muir: Alaska, 1941.



Glaciar Muir: Alaska, 2004.

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More ice

Bonito, não é?

Agora imagine-se um "exército" de quase 100 icebergs, alguns com 150 metros de altura, a avançar mar adentro.
O batalhão foi avistado a cerca de 200 quilómetros do litoral da Ilha Stewart, ao sul da Nova Zelândia e, s
egundo a imprensa internacional, há mais de 70 anos que os cientistas não viam icebergs tão próximos da costa naquela zona

Os blocos foram descobertos no passado domingo à noite pela Força Aérea, que patrulhava águas da ilha .

O porta-voz militar afirmou que os icebergs estavam divididos em dois grupos. O maior deles media 1,8 quilómetros de comprimento e 1,3 de largura.

Aparentemente, os cientistas estranham a presença dos icebergs tão ao norte da Antártida mas, até agora, nenhum deles arrisca atribuir o fenómeno às consequências da mudança climática.

"Ver para crêr", pelos vistos, já não chega.

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