sábado, dezembro 30, 2006

Votos

Boa passagem de ano.
Um grande 2007.
Muito amor, saúde, guito, despensa farta, projectos estupendos e concretizações rápidas.
Tudo de bom ...

todos os dias.
Sempre.

Vergonha

Na Nazaré, um barco de pesca de Vila do Conde encalhou na areia. O auxílio veio do Montijo, duas horas depois, sob a forma de um helicóptero. Enquanto isso, a população local assistiu, na praia, impotente, ao sucumbir dos homens perante o cansaço, o frio e a fúria da ondas. Três pescadores estão mortos, três continuam desaparecidos e o país inteiro não percebe como é que isto é possível.
Como uma desgraça nunca vem só, neste sábado soube-se também que, apesar dos largos apelos á população, a operação de ano novo da GNR registou 5 mortos e 300 acidentes APENAS nas primeiras 24 horas.
Lá fora,
Saddam Hussein foi enforcado. Uma notícia que eclipsou outras tantas, como o ataque da ETA ao aeroporto de Madrid com 200 kgs de explosivos ou o balanço do violento ataque de gangs a 2 autocarros no Rio de Janeiro, hà uns dias, que se saldou na morte de 10 civis e 2 polícias.

2006 terminou desta maneira.

Um ano para esquecer... mesmo até à ultima.


sexta-feira, dezembro 29, 2006

2006 (a dividir por 5)

5 músicas portuguesas

Weather man - "People get lazy"

Cindy Cat - “Glória”

Sérgio Godinho - “Às vezes, o amor…”

Balla - “O fim da luta”

Sam the Kid - “Slides (retratos da cidade branca)”

5 músicas estrangeiras

Gnars Barkley– "Crazy"

Sia – “Breath me”

Nelly Furtado – “Maneater”

Justin Timberlake - "Sexyback"

Lily Allen – “Smile”

5 álbuns estrangeiros
Cat Power – “The greatest”

Regina Spektor – “Beginning to hope”

Hot Chip – “The warning”

Tiga – “Sexor”

LCD Soundsystem - "Sound of silver"

5 embirrações

Floribella

Juanes

Bob Sinclair

Tertúlias televisivas

Floribella

5 séries de TV
Lost

Nip Tuck

Galáctica

Prision Break

Six feet under

5 comic books

“Astonishing X-Men” (Marvel)

“Next wave, agents of H.A.T.E. (Marvel)

“The boys” (DC)

“The exterminators” (DC)

“The walking dead” (Image)

5 filmes

“Superman returns”

“Good night and good luck”

“Le temps qui reste”

"Munich"

Babel”.

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quarta-feira, dezembro 27, 2006

Inteligência ... artificial

Depois de ostracizada durante anos, a BD é a nova musa inspiradora para o cinema. E porque quando se descobre um novo filão, há que peneirar até às últimas, a quantidade do que aí vem é assustador. Em 2007 chegam ás salas: Transformers, Spiderman 3, Fantastic Four 2, Ghostrider, 300 e Teenage Mutant Ninja Turtles.
Em 2008, a colheita será ainda maior: Iron Man, Hulk 2 , Wolverine, Hellboy 2, Madman, Superman 2, Batman 2, The Flash ,Punisher 2, Stardust, 30 days of night, Deadman e Wanted.
Na televisão, os reflexos da nona arte fazem-se sentir em "Heroes" e "Smallville" (a abrir caminho para a uma possível série da "Justice League").
Para o ano, chegará "Painkiller jane" e o mais-que-esperado "Preacher".

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Four to the floor

Tentar explicar quem é o Surfista prateado a alguém menos esclarecido nestas coisas da BD pode revelar-se uma tarefa confrangedora e até mesmo rísivel. Como é que se credibiliza um gajo que passeia pelo cosmos, sem roupa, montado numa prancha de surf, à procura de planetas para matar a fome a outro? Claro que a coisa é mais complicada que isto mas para quem já está familiarizado, acaba por ser irrelevante. Neste caso, o que interessa mesmo é que a tarefa supostamente impossível de transpôr o surfista para o grande ecrã tornou-se real, graças à tecnologia usada para dar vida ao “Gollum” do LOTR. A avaliar pelo teaser-trailer já disponível, a importância do quarteto no filme deverá ser mínima para os fans, ofuscados que estarão pelo homem das estrelas.
“Silver Surfer: the fall of the fantastic four” seria o nome mais honesto para esta sequela.

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Os "piratas" que nós queriamos ...

A Disney é exímia em entreter e fazer sonhar a pequenada mas tem o condão de infantilizar demasiado alguns produtos cujo potencial, á priori, se destinaria a outros publicos. Logo, o franchising "das Caraíbas" faz o deleite da pequenada e pouco mais.
Na música, o termo "Mash" aplica-se quando se fundem dois produtos distintos e se cria um terceiro completamente novo.
Caso chegasse á indústria cinematográfica,
fica a sugestão, para o mais graúdos, de que, no "Dead man´s chest" do maior blockbuster do ano, poderia, afinal, estar escondida outra coisa.

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Os "piratas" que tivemos...

Quase em altura do habitual balanço, lá consegui a custo espreitar o filme mais rentável do ano.
A sequela dos "Piratas das Caraíbas", apesar de alguns pontos acima do primeiro, continua a ser um terror.

Salva-a o Kraken e, sobretudo, o capitão Davey Jones, um prodigío de animação e sem sombra de dúvida, o melhor efeito especial de 2006.

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A contas com a vida

Em quatro dias, morreram 19 pessoas nas estradas portuguesas.
O rescaldo da operação natal da GNR contabiliza ainda quase 1.000 acidentes nesta quadra.

Os números são graves, mas não constituem grande surpresa.
O que se estranha, em tempo de crise, é que os portuguese tenham gasto 2,1 mil milhões de euros em compras (por multibanco) durante os primeiros 25 dias do mês e que este valor constitua um aumento face ao ano anterior. O pico de compras deu-se, naturalmente, nas duas últimas semanas.
Para quem não é bom em contas, o título do "D.N" é suficientemente esclarecedor.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Shoot it up

Dois activistas americanos lançaram na Internet um apelo para que, amanhã, ao ínicio da tarde (por volta das 15hs), o mundo inteiro injecte doses massivas de energia no planeta.
Como?
Simplesmente ... tendo orgasmos.
Sounds nice?
Mais informações no site oficial do projecto:
www.globalorgasm.org
.
Já agora, boas festas
(pelo corpo todo, se fôr o caso).

The devil may care

Eis Danny Wormwood, o anti-cristo moderno.
O filho do demo é dono de uma cadeia de televisão e fascinado pelas estratégias e subterfúgios usados pela igreja católica.
Tem um coelho que fala, trai a namorada e anda acompanhado de um amigo negro chamado Jesus que sofre de problemas mentais e que, tal como ele, mandou lixar o pai.
O devaneio surge da mente de Garth Ennis, o irlandês de 35 anos, responsável pelo aclamado "Preacher" e pela revitalização do "Punisher" e do "Hellblazer", entre outros.
A nova heresia sai pela independente Avatar, porque não há sêlos na Marvel ou mesmo na DC que suportem tamanha blasméfia.

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O natal aos quadradinhos




...

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It´s coming ...


A coisa

Quarta-feira, 21h30.
Atravesso, num shoping, a zona dos electrodomésticos.
De repente, com todos os televisores da secção ligados á SIC, passa uma música da "Floribella".
Como o som é tão aterrador quanto as imagens, detenho-me forcosamente frente a um deles.
Estupefacto, percebo que a coisa é uma canção de embalar, ao jeito de genérico de boas noites.
Pergunto se aquilo é um substituto moderno para o "Vitinho".
Dizem-me que sim e que já não é de hoje.
Respiro fundo e, em segundos, imagino uma geração inteira a ser enviada para a cama com isto.
Os próximos vinte minutos são passados, em bando, a discutir os benefícios do "Topo Gigio" e do "Sitío do picapau amarelo".
Alguém acha que o Freddy Kruger devia fazer um visita á Flor, alguém vaticina que "o que ela tem é falta de uso", ao que alguém se lembra de um link, que "é de ir ás lágrimas", a abandalhar a coisa.
Fica a promessa do envio da morada para toda gente.
Hoje de manhã, o prometido foi devido.
E, parafraseando o anúncio do "Mokambo", com coisas destas,
"o dia começa bem"!

http://www.youtube.com/watch?v=6_HqgTWSiSA

sábado, dezembro 16, 2006


Way ...

"Corre mil ruas/no canto da tua casa,
dança como um peixe/ que um dia sonhou ter asas/ traça o teu caminho,
a tinta florescente/ traça o teu caminho, nas páginas de um livro de prosa inteligente/
Sai para a rua /grita alto
guarda o que és /vende o resto em saldos"

.
O novo álbum dos Cool hipnoise inunda de sonoridades quentes este Inverno. A música em "repeat" neste fim-de-semana é o"Dois dias".

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Monsieur J.P.

O primeiro bom álbum nacional de 2007 vai ser este: a estreia a solo do ex- líder dos Bell Chase Hotel, agora mais calmo, menos cáustico, mas não menos crítico social.
O espírito de Chico Buarque atravessa o todo o disco, mas a habitual maturidade, inteligência e subtileza do rapaz tratam da conversão e ajuste do ambiente da época para aos tempos modernos.
Como brinde do já excelente naipe de canções, e em jeito de bónus, a revisitação de uma das melhores composições portuguesas de sempre: "Inquietação" de José Mário Branco.
Cinco estrelas.

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Caos and confusion

Com sete nomeações para os Globos de Ouro, este pode ser o novo "Crash" dos Óscares deste ano. A diferença é que a acção não está tão confinada geográficamente, o que o torna um filme "maior".
Alejandro González Iñárritu, o responsável por "Amores Perros", volta ao México, o seu país de origem, para explicar como um disparo de uma arma no deserto de Marrocos pode ter repercusões no Japão e interligar
quatro familias numa tragédia. É o primeiro filme "global", onde se percebe que já não há fronteiras nem actos isolados.
"Babel" tem a melhor fotografia e banda sonora deste ano, uma jovem actriz japonesa que promete dar que falar, uma espantosa actriz mexicana e sobretudo, uma profundidade estonteante. A câmara tanto corta os silêncios do deserto com o frenesim citadino de uma metrópole high-tech como salta de seguida para a realidade mexicana. Aqui, não são os actores que contam, é a realização/montagem que atribui ao filme um corpo e uma estrutura muito própria. O ultimo plano é assombroso e a música de Gustavo Santaolalla requer uma ida urgente a um qualquer escaparate de discoteca.

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sexta-feira, dezembro 15, 2006

Pré-Natal

Ainda faltam uns dias para o festim, mas o terror natalício começa a ganhar forma esta noite com o habitual (e incontornável) repasto da empresa, onde colegas, entidades patronais e colaboradores confraternizam alegremente por umas horas, esquecendo as agonias sofridas ao longo do ano.
Para a semana, segue-se a habitual peregrinação aos templos de consumo para oferendas diversas e por fim, o stress do fim-de-semana á volta dos tachos e o culminar do mesmo na bela e habitual posta de bacalhau.
A mesa farta e o afecto genuíno da família é, de resto, a única coisa que valorizo realmente nesta quadra mas c
omo os tenho durante todo o ano e os celebro diariamente, aborrece-me pactuar com toda esta azáfama e, no geral, com estas manifestações sazonais dos afectos. Porque, em Janeiro, o presépio voltará para o saco, o menino Jesus ficará á espera de outra consoada e as boas intenções de toda esta gente que, em dezembro, carrega sacos frenéticamente para materializar os afectos irão invariavelmente regressar á prateleira.
Boas festas então, e bons códigos... de barras.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

31 de Agosto de 1997

Hoje: Após três anos de investigações, o ex-comissário-chefe da Scotland Yard, responsável pela investigação sobre a morte da princesa Diana de Gales, assegurou que as alegações de que a princesa e Dodi Al Fayed foram assassinados “não têm fundamento” e que “não há provas” que sustentem as teorias da conspiração, feitas sobretudo pelo pai de Dodi, o milionário egípcio Mohammed Al Fayed.

Hoje: o mesmo, em conferência de imprensa realizada em Londres, criticou as declarações e voltou a insistir que “tudo faz parte de uma conspiração da Casa Real”, tendo “100% de certeza que a família real está envolvida nesta estratégia para encobrir o que realmente se passou e que se tratou de um assassínio”.

Hoje: Vi “A rainha”, o filme de Sthepen Frears que relata os sete dias após a morte de Diana, a consequente crise na Monarquia britânica e a ascensão mediática de Tony Blair.

Hoje: Foram anunciados os candidatos aos Globos de Ouro. A favorita na categoria de melhor actriz é Hellen Mirren (mais uma vez soberba), agora no papel de Isabell II.

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terça-feira, dezembro 12, 2006

It´s coming ...

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O primeiro concerto de 2007











Scissor Sisters
, Coliseu de Lisboa, 27 de Abril.

Ta - dah!

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domingo, dezembro 10, 2006

É BOND ou não é?

O remake de "Casino Royal" volta a pôr os pés na terra depois da fasquia elevada pelos Budgets anteriores. Desiste de ameaças á escala planetária, abandona os mega-vilões, troca a guerra fria pelo tráfico de armas, prescinde de gadjects desenfreados e dá inclusive férias ás Bond girls, removendo-as até do genérico. No mesmo - e no filme, há apenas Bond (o primeiro Blonde) e só Bond: em fato de banho, de tronco ao léu, de Smoking, de tronco ao léu, de t-shirt, em pose, de tronco ao léu e a correr. Muito.
(quando a ideia ou a premissa do filme é débil, vende-se o homem e, a avaliar pela falta de ar e palpitações provocadas no(s) público(s) a que se destina, e também pelo Box-Office gerado, a aposta foi ganha ).
As eficazes sequências de acção mal chegam para sustentar um argumento débil e primário mas, de resto, o filme é um absoluto veículo de promoção a Daniel Craig, o novo agente 007 que, mesmo antes de o ser, já tinha a cabeça a prémio pela mesma gente que timidamente após a estreia, se calou, rendida ao actor britânico de 38 anos de olhos azuis (realçados no filme por camisas, céu e fundos de cenário) e de preparo físico invejável.

O registo do agente em bruto, por lapidar (ou simplesmente a postura de "bad boy") é muito semelhante á de Clive Owen (que chegou a estar na corrida para o papel) e o filme, tal como o actor que o sustenta, é bruto (mas sensível), sensual, crú, físico e provovador.
O novo Bond é, pois, um homem e um herói de e para os tempos modernos e Daniel Craig é responsável por revitalizar um franchising julgado morto e, contra todas as previsões, injectar novo sangue num ícone que ultimamente servia apenas para vender relógios e carros.

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It´s coming ...

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sábado, dezembro 09, 2006

Come to us

Na próxima segunda-feira, o novo Casino de Lisboa recebe, pelas 21h30, a estreia dos suecos Koop em Portugal. Não há desculpa para faltar, até porque é à borla.
Magnus Zingmark e Oscar Simonsson vêm apresentar ao vivo, com a presença de alguns convidados e a voz de Yukimi Nagano, o seu terceiro álbum de originais editado em Outubro.

Em ”Koop Islands” os jungle drums imortalizados por Gene Krupa, as marimbas, os blues de Cabo Verde e um cheirinho de Mento exalam de outras paragens até ao arquipélago Koop em Estocolmo. Ouvi-los é como ir numa viagem no tempo entre o swing dos post-1930's e o exotismo das gloriosas orquestras que habitavam nos cruzeiros dos anos 40.
Segunda, embarque-se pois numa viagem única pelo arquipélago do jazz, swing, bossa e outros ritmos quentes soprados do Norte da Europa que s
abe bem com este frio.
O link em baixo acede ao video de "Come to me", o primeiro single do novo álbum.
http://www.youtube.com/watch?v=akE4BnH5kdA

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quarta-feira, dezembro 06, 2006

House rules



Vi hoje, por acaso e pela primeira vez na tv, o médico da moda no pequeno ecrã nacional.
Como tenho andado entretido com outras séries estrangeiras, descuidei esta.
Gostei do aperitivo e parece-me que se perspectiva novo vício televisivo.
Agora é começar tudo do zero e marcar consulta ... em dvd.

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Como sou relativamente voraz, tenho uma relação intensa com os meus objectos de afecto.
Tornou-se mais moderada com a idade, é certo, mas não menos intensa.
Não fico parado muito tempo nem no desgosto nem na satisfação.
Sempre me posicionei mais nas soluções que nos problemas, daí a minha relação um bocado infantil com a desilusão.
Da mesma maneira que me entusiasmo facilmente com tudo o que é novo, com tudo o que é começar, o potêncial para a desilusão também é enorme porque a ilusão existe em força.
As pessoas, á medida que vão crescendo (ou envelhecendo), desiludem-se cada vez menos... porque se iludem cada vez menos. No entanto, uma desilusão aos 15 anos e uma desilusão aos 30 pesam de maneira diferente. Creio que é muito pior aos 30. Já se percebe naturalmente que há ciclos de vida que se fecham, pessoas que simplesmente se esgotam e que tudo tem o seu tempo.
Estranhamente, eu continuo a iludir-me, a ter os mesmos entusiasmos, a acreditar que as pessoas têm palavra e por aí fora.
Muita da gente que conheço "já entregou os pontos".
Há coisas que considero francamente imaturas, mas que vou mantendo no meu carácter. Porque perdê-las revela um conformismo perante a vida.
E isso, mesmo agora, é uma coisa que continua a não fazer sentido.

Get this party started









Music, lights, cameras, drinks, action!
Budha bar, ontem.
Festa de Lancamento do calendário 2007 da agência Karactér.

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segunda-feira, dezembro 04, 2006

Filmes de sonho (2)

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Animation 2007


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